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Comunicado 1/2022: Moeda comemorativa 1ª Volta ao mundo

9 de mayo de 2022

A Sociedade Iberista critica a patrimonialização nacionalista que se faz com a comemoração da 1ª Volta ao Mundo de Magalhães-Elcano

comunicado
Tiempo de lectura: 2 minutos

COMUNICADO. A Sociedade Iberista critica a patrimonialização nacionalista que se faz com a moeda comemorativa da 1ª Volta ao Mundo de Magalhães-Elcano. 

Na opinião da Sociedade, «demonstra que os governos português e espanhol não chegam a um acordo sobre a comemoração deste evento da nossa história comum».

A Sociedade Iberista denuncia a utilização nacionalista da moeda comemorativa de 7,5 euros na viagem de circumnavegação de Magalhães e Elcano.

Fernão de Magalhães esteve ao serviço de Carlos I de Espanha quando Portugal recusou financiar a Expedição planeada junto com Rui FaleiroO objetivo era chegar às Ilhas Molucas por uma rota alternativa; uma rota diferente da descoberta pelos portugueses em 1512 por Francisco Serrão.

A verdade é que se queria encontrar uma rota alternativa para as Ilhas das Especiarias e, não dar a volta ao mundo. A razão é muito simples: quando Elcano retornou com um único navio dos cinco que partiu em 1519, a carga foi suficiente para pagar o custo de toda a expedição

moeda comemorativa
🔺 Moeda comemorativa de Magalhães, cunhada pelo banco de Portugal

Desde 2019, houve várias divergências entre Portugal e Espanha que tentam se apropriar da façanha ibérica de Magalhães e Elcano

Portanto, em nenhum caso se pode dizer que Magalhães gostaria de dar a volta ao mundo. Não importa o quanto 50.000 moedas sejam cunhadas, para tentar provar que Portugal participou disso.

Desde 2019, houve várias divergências entre Portugal e Espanha que tentam se apropriar da façanha ibérica de Magalhães e Elcano, que poderiam muito bem ter planeado uma comemoração conjunta para servir de exemplo. Perante este enésimo absurdo, a Sociedade Iberista demonstra a sua total desaprovação.

É um facto que o governo português tentou já em 2019, excluir o capitão basco da sua proposta de Património Mundial da UNESCO. E verificamos novamente que se está a tentar conceder a exclusividade da viagem de circumnavegação a Fernando de Magalhães, quando ele morreu nas Filipinas e não completou seu objetivo.

Ainda hoje, continuamos a lutar para nos apropriar indevidamente da nossa história comum.

Da Sociedade Iberista, vemos como mais uma oportunidade foi perdida de unir a Península Ibérica e defender os valores europeus. Os bancos centrais português e espanhol poderiam muito bem ter concordado que essa moeda poderia ter sido cunhada em conjunto ou, se não fosse possível, uma cunhagem idêntica para ambos os países.

O feito ibérico da Primeira Circumnavegação para o Mundo foi um evento circunstancial que serviu de lição para todos nós. Depois dos obstáculos portugueses e da desconfiança castelhana. No entanto, 500 anos depois, em vez de lançarmos pontes de concórdia, de feitos e interesses comuns, continuamos a lutar para nos apropriar indevidamente da nossa história comum.

A Sociedade Iberista, como desde o início da nossa associação, sempre defenderemos e apostaremos no diálogo, no consenso e, em última análise, na defesa do que nos une de ambos os lados da «Raia».